Faço minha a necessidade do Artur Bispo do Rosário:

"Eu preciso / dEstas PaLavras / Escritas!"

Sou(L) também ESTA'MIRA:

"A minha carne, o sangue, é indefesa, como a Terra; mas eu, a minha áurea não é indefesa não. Se queimar os espaço todinho, e eu tô no meio, pode queimar, eu tô no meio, invisível. Se queimar meu sentimento, minha carne, meu sangue, se for pra o bem, se for pra verdade, pra o bem, pela lucidez de todos os seres, pra mim pode ser agora, nesse segundo, e eu agradeço ainda."

...@ PraZer é Noss@:

"Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lid@ é um prazer superficial.
Virginia Woolf

...E, inspirada em Frida Khalo:
"NUNCA ESCREVI MEUS SONHOS. / ESCREVO MINHA PRÓPRIA REALIDADE!
[c.m]"

Das Escrituras #2 - “Recomendações à posteridade..." e "A'Crítica"... E+ convite pro Lançamento da Preá #23

“Recomendações à posteridade ou a simples ausência; à imortalidade”

...Que a morte ou minha ausência sirva para bá-fá-fás picantes,
controvérsias estéticas, étnicas, éticas...
Que deflagre conspirações...
No caso d'um funeral, que estimule a dança, o sexo e a bebedeira...
[como gosto disso tudo!]
Que apareçam as dívidas e se escancarem as dúvidas

Que faça rir em vez de lamúria
E que sejam enumerados:
- meus delitos e escritos
- meus porres e vôos rasantes
- meus amantes e minhas fomes
- meus escândalos
- meus cactos e os abortos
- meus cabelos e as máscaras
- meus portos, selos e sufocos
- minhas menstruações e as secas flores
- meus esmaltes e saltos
- minhas echarpes e beijos dados
- meus cigarros e baseados
- meus gritos e os sussurros
- meus gestos e trejeitos
- minhas carreiras, trajetos e projéteis
- meus anéis
- meus anelos e os desafetos
- meus tambores e mulheres
- meus filhos, filhas e ilhas
- minhas cicatrizes e tatuagens
- meus diamantes e homens
- minhas nuvens e sonhos
- minha arte, arteirices e artimanhas

E finalmente, que enumerem minhas últimas mortes.

^cm



"Há dois modos de escrever.

Um, é escrever com a idéia de
não desagradar ou chocar
ninguém. Outro modo é dizer
desassombradamente o que
pensa, dê onde der, haja o que
houver - cadeia, forca, exílio"
— Monteiro Lobato

 
“Ich bin sicher eine Flamme!”
— F. Nietzsche



A’Crítica

Minha escrita é sofrível
Maliça, m’atiça
M’alicia, alicia e vicia
Lamentável, dilacerante
Meleagro e maleante
Malhada, melindrável
Manjável, maloqueira
Mancomunada, maltrapilha, mulamba
Malandra, muamba,
Malcriada, despudorada, malcozida, mal-dotada
Mambembe, malsoante, manifesta
Mamãe-e-papai, manhosa, meia-nove, mantença
Malouvida, malsinada, manda-chuva
Mamária, metamorfose
Metida, macrobiótica, metralha
Malafamada, maldosa, factóide
Daninha, chanana, chumbrega
Morfêmica, metropólita, sinonímica
Bucólica, urbanóide
Malbarata e mercável
Então? O que fazes com tudo isso sob teu julgo?
Larga-me!

^cm

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