Faço minha a necessidade do Artur Bispo do Rosário:

"Eu preciso / dEstas PaLavras / Escritas!"

Sou(L) também ESTA'MIRA:

"A minha carne, o sangue, é indefesa, como a Terra; mas eu, a minha áurea não é indefesa não. Se queimar os espaço todinho, e eu tô no meio, pode queimar, eu tô no meio, invisível. Se queimar meu sentimento, minha carne, meu sangue, se for pra o bem, se for pra verdade, pra o bem, pela lucidez de todos os seres, pra mim pode ser agora, nesse segundo, e eu agradeço ainda."

...@ PraZer é Noss@:

"Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lid@ é um prazer superficial.
Virginia Woolf

...E, inspirada em Frida Khalo:
"NUNCA ESCREVI MEUS SONHOS. / ESCREVO MINHA PRÓPRIA REALIDADE!
[c.m]"

Das ESCRITURAS | Livro #2 » Sina de Zila

Ilustração de Goulven Jagot para Escrituras Sangradas














...E na vida, essa mina. Essa sina. Zila é mar.
Que permaneço e passo. E repito com gosto: Zila além de sina é meu asilo
e compasso. Alfa-Ômega minha. M’acolhimento, vento, leito, ninho.
Alento, contra-veneno, encontro e contraste.
Mama Mamede m’aninha em teu leito, teus veios, braçadas, abraços.
Dá-me de mamar de teus dons, teu néctar.
M’embala em teus navegos, verve, trilhas, traços, ecos.
Desregra-me, desgarra. Com teu EXERCÍCIO DA PALAVRA...
Brota em mim tua ROSA DE PEDRA; hoje tu és mais ostra, rocha, coral.
SALINAS minh’alma; tu és mais algas.
Cultiva O ARADO em nós; tu, oh, arad’alma.Minha-Nossa...
Em exercícios – infindos – da palavra, não-nadas?
Teu CORPO A CORPO, alma a alma...
Entregue ao mar, absoluto porto... Qual lual...
Sina c’alma; e também fez-se um silêncio tão grande...
                                       “que se ouviam nascer açucenas”
Ser’tão Deusa que virou mar.
Será Sereia?
Yemanjaz?
M’amor, o mar ficou mais musa depois que você se entregou em seu
mergulho de virar Algas. És a primeira poeta-ponte entre Forte e
Redinha... Ironia? Nadadora exímia?
Paisagem, inspiração, luar, miragem, jangada, entrega, baldeação...
A ponte ficou mais poema depois do teu onde, teu quando, não-nado.
Trilha do sertão bruto – ardume, fértil, fonte – da Nova Palmeira pro
Forte e então Redinha imensa d’embalos... Teu canto?
A sina de Zila é a travessia, a ponte é o Potengi, qual nosso destino é a
barra, a beira, o fundo, o denso, a brisa.
A sina de Zila é o mar. Mar-a-mar... O mar é Zila.
É mar...
c.m

“Pudessem meus olhos vagos
ser ostras, rocha, luar
ficariam como as algas
morando sempre no
fundo do mar”
—Zila Mamede

Zila sobre Rocha e Mar...
Esta fotografia consta do Álbum organizado pela própria... Zila Mamede
e pertence a sua família. Captada do blog Sombra da Oiticica

Um comentário:

  1. "Ser'tão deusa que virou mar!"
    Zila, encantada nas águas, nossa musa!

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