Faço minha a necessidade do Artur Bispo do Rosário:

"Eu preciso / dEstas PaLavras / Escritas!"

Sou(L) também ESTA'MIRA:

"A minha carne, o sangue, é indefesa, como a Terra; mas eu, a minha áurea não é indefesa não. Se queimar os espaço todinho, e eu tô no meio, pode queimar, eu tô no meio, invisível. Se queimar meu sentimento, minha carne, meu sangue, se for pra o bem, se for pra verdade, pra o bem, pela lucidez de todos os seres, pra mim pode ser agora, nesse segundo, e eu agradeço ainda."

...@ PraZer é Noss@:

"Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lid@ é um prazer superficial.
Virginia Woolf

...E, inspirada em Frida Khalo:
"NUNCA ESCREVI MEUS SONHOS. / ESCREVO MINHA PRÓPRIA REALIDADE!
[c.m]"

ESSA... Poema das Escrituras Sangradas, Livro #2

"Avec mes souvenirs
J´ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n´ai plus besoin d´eux!

Balayés les amours
Et tous/avec leus trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro..."

—Edith Piaf, Non, je ne regrette rien
 Essa.
A noite. Uma mulher. É uma mulher. Essa. Que deixa d'outro lado o dia'mante dormente a'cor'dado na cama menino. Tão lindo. E sai por aí. E cai em si. A noite. Sai pelos bailes, botecos, galerias, bares. Faz alardes. Sedenta se embriaga de olhares. De olhares e focos disformes. E copos tragados como corpos. Beija os amigos na boca. A noite. Essa louca. Abraça como quem parte. Como quem morre. Morde a rosa e o nome das horas. Presenteadas. Deixa as bagas, as taças rasas, os pratos mornos, os risos fátuos para a madrugada irmã. Essa. Qual Piaf. Cadela em cio latente. A pele frisante e os passos rotos em zigue-zague. É a festa. Ou tempestade. Gozo. Ou lamúria. A noite é ela. Fêmea andrógina. De pêlos nas axilas e salto encarnado alto. Como não lembrar da Ribeira à beira dessa noite tanta... Essa que sonha estar nela. E é no remoto aqui que está. Tão longe do mar. Oceano potiguar. Chuvosa em lépido lamento azul marinho essa noite hoje chora. Ora ora. Mais que nove horas. Mulher chorosa. Que este choro tal qual o de Alice se arvore em mar e a trague de volta às margens de casa, bem na beira. A qual nem disse quando vai tornar. Outra noite será. Mais alegre, assim contente... E sempre outra é. É uma mulher. Noite qualquer. Essa.

Civone Medeiros

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